Petrolão: Dilma resistiu como pôde, mas cedeu à pressão para demitir Maria das Graças Foster
A decisão de ejetar Graça Foster do cargo decorre do temor que
ronda o Palácio do Planalto diante da possibilidade de a presidente da
Petrobras não suportar a crescente pressão que emerge da Operação Lava-Jato,
que já colocou na alça de mira muitos petistas cinco estrelas.
A presidente da República fez o impossível para manter Maria das
Graças Foster no cargo, mas a situação da “companheira” é muito mais complicada
do que se imagina. A decisão defenestrar a principal executiva da petroleira
começou a fermentar quando a empresa divulgou a informação de que os desmandos,
dentre eles os do Petrolão, teria gerado um prejuízo de R$ 88 bilhões, número
apurado por contabilistas externos e da própria estatal. O anúncio causou um
tremendo mal estar no governo, que obrigou a diretoria da empresa a rever as
contas. Foi quando a Petrobras, revisando os números, afirmou que a roubalheira
teria deixado um prejuízo de R$ 3 bilhões.
Enquanto Maria das Graças Foster se prepara para deixar o comando
da Petrobras, uma nova denúncia contra a empresa já aterrissou na Procuradoria
da República, com acusações graves contra a presidente Dilma Rousseff e o
lobista de empreiteira Lula. O caso refere-se à expropriação da Petroquímica
Triunfo, no Rio Grande do Sul, que acabou nas mãos do Grupo Odebrecht, por meio
da Braskem, detentora do monopólio do setor.
Desde a deflagração da Operação Lava-Jato e a declaração
estabanada de Dilma sobre a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, no
Texas, a Petrobras vem sangrando, com direito a perdas bilionárias do seu valor
de mercado. Ainda ostentando o título de maior empresa brasileira, a Petrobras,
ao longo dos últimos quatro anos, perdeu mais de R$ 260 bilhões em valor de
mercado. Cifra que corresponde aproximadamente a 75% do valor original da
companhia.
Outro fator que levou a Petrobras a essa débâcle financeira, que
pode culminar com a falta de caixa em 2016, foi a decisão do governo do então
presidente Lula de incentivar a venda de automóveis novos, sem se preocupar com
a produção de combustíveis. Como a demanda por combustíveis tornou-se maior que
a oferta da noite para o dia, a Petrobras foi obrigada a importar gasolina,
como forma de abastecer o mercado e não impactar o cálculo da inflação oficial.
Quando Lula pediu aos brasileiros que mergulhassem de cabeça na
vala do consumismo, o UCHO.INFO afirmou que a
decisão presidencial era não apenas equivocada, mas um tiro no pé, pois em
menos de dez anos o Brasil estaria paralisado por conta da inviabilidade
econômica do Estado, como um todo, no rastro da falta de planejamento de um
governo bandoleiro, incompetente e corrupto. Um dos primeiros alertas feitos
pelo site, no final de 2008, foi em relação à saúde financeira da Petrobras,
que na ocasião já era saqueada com a anuência do governo federal.
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