49% das cidades com o
“Mais Médicos” perderam profissionais
Chá de sumiço – O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um relatório em que afirma que houve redução de profissionais do programa “Mais Médicos”, em ao menos 49% das cidades atendidas pelo programa ao longo do primeiro ano de funcionamento.
O documento divulgou ainda que há casos de cidades que receberam
bolsistas e tiveram aumento inferior ao esperado no quadro de funcionários.
Em resposta, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que em
apenas 3% dos municípios atendidos pelo “Mais Médicos” houve redução de
profissionais. Além disso, segundo ele, o TCU está desatualizado, e muitas das
falhas apontadas no documento já foram corrigidas
De acordo com o órgão de fiscalização, os números indicam que
prefeituras podem ter dispensado profissionais que atuavam pelo Sistema Único
de Saúde (SUS) e substituído as vagas por integrantes do Mais Médicos, o que
causa “estranheza”, já que a ação é condenada pelo governo federal.
Técnicos do Tribunal analisaram o período de junho de 2013 a março
de 2014. Como resultado, apontaram que em 161 cidades que receberam bolsistas
houve redução de médicos.
O programa Mais Médicos foi criado em 2013 com o objetivo de
aumentar o número de profissionais atuantes na rede pública de saúde em regiões
carentes, permitindo a vinda de profissionais estrangeiros ou de brasileiros
que se formaram no exterior sem a necessidade de revalidação do diploma.Cada
profissional recebe uma bolsa de R$ 10,4 mil mensais.
Segundo o Ministério da Saúde, até janeiro deste ano 3.785
municípios receberam 14.462 médicos ao longo do primeiro ano do projeto, sendo
que 11.428 eram profissionais cooperados cubanos, 1.187 intercambistas de
outras nacionalidades de 1.846 brasileiros. Desse total, 193 participantes já
desistiram do programa.
Além disso, tanto a tutoria como a supervisão não estão
correspondendo às expectativas, segundo o TCU. “Eventuais desvios da função do
tutor podem estar relacionados com a falta de planejamento da contratação de
profissionais especificamente voltados para a gestão administrativa do
projeto”, afirma o órgão. (Por Danielle Cabral Távora)
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