Estratégia lateral: uma maneira inteligente para ampliar os negócios
Outro exemplo, bem simples e prático, que posso citar é o caso de um professor que ministra aulas de reforço aos alunos, que pode usar os conteúdos das suas aulas e disponibilizá-los, por meio do You Tube, na internet e obter rendimentos mediante uma plataforma de distribuição de conteúdo digital.Roberto Morais, 3 de agosto de 2016
Em um dos meus artigos que eu padronizei como: a tríade do empreendedorismo. Cito oMarketing, Inovação e Gestão como as três ferramentas que irão contribuir para que um negócio se torne bem-sucedido.
Certamente, que em segmentos com forte concorrência, investir em inovação, lançando produtos inéditos no mercado, é um dos caminhos mais seguros e rentáveis para que uma empresa se torne bem-sucedida e líder no seu mercado de atuação.
E, exemplos não faltam e um deles é o da empresa Apple, do Steve Jobs, falecido em 2011, que se tornou um ícone no segmento da tecnologia, uma vez que a sua preocupação com aexcelência dos seus produtos atraiu muitos clientes e fez com que a Apple se tornasse uma das marcas mais valiosas do mundo.
Porém, é fato que a inovação, principalmente a inovação disruptiva – que são inovações que introduzem novos benefícios ao mercado, com maior simplicidade e conveniência no uso – custam mais caro para as empresas, porque implica em novas estruturas e tecnologias.
É, fato, também, que essas inovações batem de frente com os produtos e serviços já existentes, pois, na maioria das empresas não estão preparadas para enfrentar modelos de negócios diferentes dos que se consolidaram ao longo do tempo.
Como exemplo posso citar o caso da startup Uber – que é uma plataforma de conexão dos motorista com os usuários – que coloca o modelo de negócios estabelecidos no mercado pelos táxis convencionais em uma disputa ferrenha.
No entanto, antes da empresa partir para uma inovação disruptiva se faz necessário que sejam esgotados todas as possibilidades de crescimento com as estruturas e tecnologias existentes para agregar mais valor aos produtos e serviços.
Dessa forma, surge a “Edge Strategy”, ou seja, estratégia de borda ou lateral que tem como escopo disponibilizar no mercado complementos para produtos e serviços já existentes.
Quem embarcou nessa estratégia foi à empresa Cielo – que é administradora multibandeira dos cartões de créditos e débitos – que dispõe de um Big Data com informações em tempo real sobre o comportamento de compra dos consumidores e o desempenho dos estabelecimentos comerciais dos quais presta serviços.
O que a Cielo fez? Criou um negócio com base nesses dados e utilizando o mesmo cliente-alvo, que é o varejista que paga para ter as máquinas processadoras em suas lojas, começou a vender esses serviços com a finalidade de fidelizar clientes e, também, ter uma nova fonte de receita obtida com as estruturas e tecnologias existentes.
Outro exemplo, bem simples e prático, que posso citar é o caso de um professor que ministra aulas de reforço aos alunos, que pode usar os conteúdos das suas aulas e disponibilizá-los, por meio do You Tube, na internet e obter rendimentos mediante uma plataforma de distribuição de conteúdo digital.
Portanto, em seus negócios, seja por meio da inovação, inovação disruptiva ou da estratégia lateral, aplicada de forma contínua e focada, encante e fidelize os seus clientes.
Fonte:http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/estrategia-lateral-uma-maneira-inteligente-para-ampliar-os-negocios/97117/

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